sábado, 18 de novembro de 2006

Dei as boas vindas ao Inverno


Depois de um dia passado na rua de um lado para o outro, entre o frio e a chuva, tive que aceitar o facto inevitável, o Inverno veio para ficar.
Cheguei a casa ao final da tarde, gelada e molhada como um pinto, sentei-me no sofá e acendi a lareira…

Fiquei a observar a lenha que ardia e ao ver a cinza e o fumo em que se transformava, veio-me à cabeça, o ciclo da vida, em que nada morre mas tudo se transforma. Pensei no fruto que um dia libertou a semente, essa semente que cresceu e rompeu o solo para formar raízes, na árvore que cresceu, que deu sombra, que deu abrigo ao casal de pássaros que nos seus ramos depositaram o ninho, que libertou oxigénio, que deu origem a novos frutos e agora, é a lenha que me aquece.
Esse ser que é novamente pó e fumo, que é essência da natureza…agora é livre!
Eu que um dia também fui uma pequena semente, uma criança, um adulto, que me vou transformando… um dia serei pó, cinza e fumo…serei Livre!!

3 comentários:

Mel disse...

Acho que o inverno tem o seu charme apesar de muitos não gostarem...
E que todos nós esperamos por sermos livres, pode ter certeza que é consenso geral!
Bjo e uma boa semana!

Anónimo disse...

A Vanda escreve bem...tem uma sensibilidade apurada. Vale a pena ser assim: a vida ganha essência e tudo já vale a pena...

Lúcia Vaz Pedro

Simone Ferraz disse...

Nossaaaaaaaaaa, vocês escreve muito bem mesmo!!!
E é verdade... a gente começa como uma semente e termina como pó!!!

Beijos,
Simone.